Sumidinha eu? Com os últimos acontecimentos na mídia é melhor do que julgar, falar, esbravejar...
Passei o feriado numa pousada em São Sebastião das águas Claras, em Macacos, lugar simpático, no entanto algo de bizarro aconteceu... Claro...
Estávamos em quatro pessoas e assim que despertei fumei meu cigarro de sempre e fui tomar um banho, minutos depois fui arrumar minha mochila, a outra pessoa que nos acompanhava já estava do lado de fora no seu desjejum enquanto mais duas pessoas ainda estavam se preparando para levantar.
Arrumei minha mochila e fomos os três para o salão onde serviam o café da manhã, fomos para a piscina e combinamos o momento de voltarmos para casa, a pessoa com a qual falei antes então foi verificar o horário do ônibus e retornou para o quarto para enfim arrumar suas coisas.
E assim que reentramos eis a surpresa: apenas ouvi que o vestidinho preto não estava no quarto em lugar nenhum, assim insinuando o que não preciso dizer, imediatamente ofereci minha mochila para uma “revista” (com o tempo você é capaz de prever as perguntas e respostas das pessoas) na qual foi aceito prontamente(claro) não se contentando achou e tocou a sacola onde mantinha minhas luvas e gorro pretos, com prontidão ofereci a sacola e sacudi as peçinhas que ali estavam, afinal para meu interlocutor aquilo parecia seu vestidinho, abri também o sobretudo de lã, dentre outras coisas...
No entanto a “revista “ foi somente em minha mochila, em seguida num telefonema para casa, descobriu que o tal vestidinho estava em sua casa ainda dobrado, que esquecera dele sobre algum lugar!
Pois é, nem preciso dizer o mal estar que foi causado, mantendo todos de cabeça baixa por um tempo, não fui defendida por ninguém, não recebi um pedido de desculpas, agiram como se nada tivesse acontecido e ainda acharam que eu estava mal humorada, ainda bem que foi no dia de voltar pra casa, onde com dor chorei de vergonha e não deixei de me sentir humilhada por ter minha honestidade ferida e posta em prova por aquela deselegância e superioridade...
Ainda assim descobri que minha maturidade me trouxe uma serenidade que desconhecia( não tive reação alguma, fiquei calma e serena), que minhas escolhas ainda serão passíveis de erros( em alguns momentos aqui em casa disse que pessoas me decepicionam) e que melhor sozinha que mal acompanhada!
Com o tempo você aprende e compreende que as pessoas que mentem, roubam e traem mantém uma certa reciprocidade em relação as pessoas, são iguais e crêem que os outros também são assim.
Em 35 anos nunca tinha sido acusada, mesmo que velado, de LADRA. Mais uma lição...
Bjim.