
Quase não notaram…
Num espaço de pensamentos homicidas,
noutros suicidas,
como todos os dias, dessas idas e vindas,
só lhe resta o tempo.
Bjim.
MENTE
Seu pranto parece uma ladainha, daquelas melodiosamente enjoativas, mas é o pranto dela, não se atreva criticar!
Ela foi enganada, desde o início até o momento, sua sobrevivência é a cada dia, não lhe sobra esperanças e falar delas só incomoda. Foi-lhe prometido um lar, foi-lhe prometido a matéria propriamente dita, sua sina é um trabalho odioso e sem recompensa, não visível aos olhos de quem quer que seja. Continuam mentido e suas rugas já se faz presente, o presente se pronunciando do outro lado do espelho. Não tem como voltar atrás somente porque atrás não tinha nada.
Seu pranto parece uma ladainha, no fundo e no raso sabia e sempre soube que é isso que lhe cabe, consentir, fechar os olhos, não reclamar. Mãos dadas não faziam parte da promessa, foi um sonho de princesa, o companheirismo veio do alicate e das unhas bem feitas para disfarçar até pra ela a verdade que sempre nega. Seu lamento copioso não será atendido, as sobras sempre serão recebidas com a gratidão de um tapa na cara, seus sonhos são só sonhos.
Seu pranto parece uma ladainha e a cada dia que desperta da realidade, sonha com um dia de abundância e ordens não veladas. Lhe ofereceram o que resta, se recebe mentindo que está tudo bem, se afasta pro seu canto, sugando como se fosse a última vez e na disputa de algo que não é seu por direito, sofre porque sabe da verdade, eles compactuam a mesma verdade: o engano, um que se vinga, um que promete! Chora no peito esperando que um dia a levem de uma vida de sensações e tão somente a oportunidade abre um espaço, fuja de seu destino, da ladainha de seu pranto!
Sua ladainha não tem respostas, não tem vontade própria, não tem sabedoria, é só dela e ela gosta da dor que sente, mente...

Retiro
Fiz uma viagem para dentro de mim… Nesta semana que precede à efetiva introdução do trabalho, afazeres, promessas, enfim, ao verdadeiro início de um novo ano, dei um "deixa pra lá" para os problemas.
Você pode me ver?
Acordo por volta das oito da manhã, a cama me enrola uma meia hora, computador, jornais O Globo, O Dia, A Gazeta ES, e-mails, o infeliz orkut, cafés, Blogs dos amigos, cigarros, talvez falar com a Dona mãe, cuido da casa,almoço, natação e só volto as duas, estou lendo 2 livros: Quanto você aceita ganhar e A menina que roubava livros, Net, pronto, quer mais? Quero não, está ótimo assim...
Nos finais de semana um Teatro, um Show, um Cinema, um Bar ou Casa Gay! Acabou... Mas já? Quer mais? Faz você!
Faço um retiro no coração que acelera ao discutir com um atendente da Tim abstrato que não consegue me satisfazer com respostas simples e concretas, me retiro das explicações descabidas do Banco que age com a competência que lhes foi imposta a me enganar, me retiro da gordura localizada em minha bunda, brindando a contra gosto exercícios que ela detesta me fazendo sentir mais leve a cada dia que saio da piscina, me retirando daqueles que me seguem pelo Orkut, não vivendo suas vida procurando de um modo ou outro chamar minha atenção, me retiro dos que escrevo e não respondem, devem ter algo importante para fazer, que consigam resolver!
Cada dia é menos um, cada dia é mais um: sirva-se!
Estou por aqui, os visito todos os dias, só não quero por enquanto surtar, estou me retirando, ao poucos para já já voltar, voltando mais tenra, mais sóbria, mais teórica, mais eu! Neste ano me liberto e não deixarei as coisas acontecerem por acaso, vou provocar o acaso pouco a pouco até conseguir o que quero! Estou postando meu mimo(selo) no orkut, me retiro, cansei de tentar a UOL! Até amanhã...